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Como Descobrir Qualquer Modo


Fala galera, tudo bem com vocês?

Sou o Ednaldo, vou tentar passar uma dica muito bacana pra vocês sobre modos gregos.

Primeira coisa importante a saber é que os modos não tem nada a ver com as escalas maiores, apesar de ter as mesmas notas. Os modos já existiam antes da escala maior, ou seja, a música "modal" nasceu antes da "tonal". É importante saber que a música modal é uma coisa, a música tonal é outra.

Antes de qualquer coisa você precisa entender a diferença entre Modal x Tonal. Na música "Modal" não existe o lance de função harmônica, ou seja, resolução de um trítono, por exemplo. Sabe aquele famoso II V I, onde o dominante pede uma resolução? Isso não existe na música "Modal", totalmente ao contrario da música "Tonal", onde trabalhamos com funções harmônicas, ou seja, os acordes tem suas funções dentro de um campo harmônico.



Ao longo dos anos, estudando, quebrando a cabeça, acabei descobrindo uma maneira muito eficaz de descobrir qualquer modo grego.

Se você ainda não entendeu ou tem dificuldades para entender os modos, essa dica é pra você mesmo.

Vamos lá...

Nós temos sete modos, isso você vai ter que decorar para poder entender. O importante é decorar na ordem correta, isso vai ajudar bastante. É muito importante saber que cada modo possui uma nota em especial, essa nota nós chamamos de “a nota que caracteriza o modo”, ou seja, a nota que dar característica a um determinado modo. Tem músicos que consegue identificar um modo apenas ouvindo a sonoridade, desde que seja tocada com ênfase a nota característica do tal modo.

Formação intervalar dos modos, a nota característica está destacada:


É muito importante separarmos os modos maiores dos menores, assim fica mais fácil para estudar, veja abaixo:


Formação intervalar dos modos a partir da nota Dó:

Se você quer fazer um acorde soar como um determinado modo, então tem que montar os acordes com as notas características de cada modo.

Exemplo dos acordes característicos, todos com o baixo em Dó:


Através dessa tabela, podemos montar os chamados acordes modais e também as escalas, lembrando que é muito importante saber a nota característica do modo.

Para montar qualquer modo, você precisa fazer a pergunta certa a você mesmo, já vou explicar.

Suponhamos que você quer descobrir como montar a escala de Ré Dórico, por exemplo:


Você se pergunta de qual escala a nota Ré é o segundo grau. A nora Ré é o segundo grau da escala de Dó, portanto se você digitar a escala de Dó a partir da nota Ré, logo terá a escala de Ré Dórico, e a nota característica é Si.

Escala maior de Dó:  Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Escala de Ré Dórico: Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó

Acorde modal: Dm7(6,11) - pode usar a 9ª também

Agora suponhamos que você quer descobrir como montar um Sol Lídio:


O Lídio é o 4º modo, então de que campo harmônico  o G7M é o IV grau?

Campo Harmônico de Ré Maior:
D7M | Em7 | F#m7 | G7M | A7 | Bm7 | C#m7(b5)

Perceba que G7M é o 4º grau do campo harmônico acima, então se você digitar a escala de Ré a partir da nota Sol, terá o Sol Lídio, a nota característica é o 4º grau, neste caso é o Dó#.

Acorde modal: G4+ ou G(#11) - Pode usar 7M, 9ª, 6ª  – Há quem diga que o segundo é o correto.

Agora vamos descobrir o “Lá Mixolídio”:


A nota “Lá” é o quinto grau de que escala maior?

Escala de Ré:
Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó#
                         Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol

Observe que a nota Lá é o 5º grau da escala de Ré, então se você digitar a escala de Ré a partir da nota Lá terá a escala de Lá Mixolídio, mas é claro que temos que manter a mesma estrutura, ou seja, respeitando os intervalos. A característica é o sétimo grau, neste caso é a nota Sol.

Acorde modal: A7 - Pode usar a 4ª, 9ª, 11ª, 13ª

Podemos então tocar o acorde de A7 e improvisar em cima tocando a escala de Ré Maior, destacando a nota Sol, que é a sétima menor do acorde de A7. Mas é muito importante conhecermos a estrutura intervalar de cada modo.

Obs: muitos dizem que é errado chamar de Modos Gregos, o correto seria  Modos Eclesiásticos, mas o importante é entender o conceito.



Rearmonização com Inversões


Um acorde invertido é aquele que tem terça, quinta ou sétima no baixo. Uma das possibilidades ao utilizarmos acordes invertidos é criar uma melodia no baixo em contraponto à melodia principal.

Exemplos de acordes invertidos:
C7 - Dó com sétima (com o baixo na fundamental)
C/E - Dó com baixo em Mi (terça)
C/G - Dó com baixo em Sol (quinta)
C/Bb - Dó com baixo em Si bemol (sétima menor)
C/B - Dó com baixo em Si (sétima maior)

No exemplo abaixo você verá a aplicação de acordes invertidos para rearmonização da música "Atirei o pau no gato".

Rearmonização por Dominantes Substitutos


Todo acorde dominante pode ser substituído por um outro dominante afastado de uma quinta diminuta.

Dm7 G7 | C7M

O acorde G7 pode ser substituído pelo Db7. Os dois acordes tem o mesmo trítono e é este o motivo de serem intercambiáveis. Ao analisar o Db7 em relação ao G7 percebemos que Db7 = G7(b9,b5), ou seja, Db7 = G7Alt. Portanto a progressão acima pode ser substituída pela progressão abaixo, a diferença mais importante é a resolução do baixo em 1/2 tom, ou seja, o baixo anda cromaticamente.

Dm7 Db7 | C7M

Geralmente é chamado de SubV, ou seja, substituto do V7.

As tensões mais usadas no SubV geralmente são #11 e , mas sabemos que existe muitas possibilidades tratando-se de música, ainda mais em cima de acordes V7.

Experimente tocar a seguinte progressão:
C7M Bm7(b5) Bb7(#11) | Am7 - Usando o SubV para preparar o Am7
C7M Bm7(b5) E7 | Am7            - Usando o IIm7 V I (conhecido como II cadencial) para preparar o Am7

Dominantes Secundários


Dominantes secundários (também conhecidos como dominantes individuais) são acordes que preparam os demais graus diatônicos de um determinado campo harmônico. Esses acordes podem ser usados para enriquecer uma progressão de acordes, mas sempre respeitando a melodia.

Considere a progressão harmônica abaixo no tom de Dó maior:

Acrescentando os dominantes secundários ficaria assim:

O acorde E7 está preparando para o Am7, o A7 preparando o Dm7 e assim por diante. Podemos acrescentar ainda o dominante do dominante, criando uma progressão de dominantes extensivos, isso enriquece a harmonia, mas sempre respeitando a melodia.


O acorde B7 está preparando o E7, que prepara o Am7 e assim por diante.

Podemos usar também o II cadencial, ou seja, um IIm7 - V7 ou IIm7(b5) - V7 para preparar a chegada de um determinado acorde, seja maior ou menor.


Bm7(b5) - E7 prepara a chegada do Am7, e assim por diante.

Veja a seguir a sequência de dominantes secundários na tonalidade de Dó maior.


Obs: não é comum preparar o acorde do sétimo grau, o IIm7(b5), pois ele já tem um trítono em sua estrutura, eles não precisam de preparação.


Acordes de Empréstimo Modal


Um acorde de empréstimo modal é um acorde que você pega emprestado de outro modo ou de outra tonalidade, mas o modo/tonalidade tem que ser homônimo, ou seja, pensando no campo harmônico de Dó Maior, então pegaria acordes emprestados do capo harmônico de Dó menor, de Dó Frígil, ou de Dó Jônio e assim por diante.

Um exemplo muito comum: C7M | F7M Fm | C7M
Esse Fm vem do modo Eólio, que é o campo harmônico de Cm, relativo de Eb. Aqui você pode experimentar tocar a escala de Cm ou até de Eb em cima desse acorde de Fm.

Agora toque a progressão: C7M | Ab Bb | C7M
Os acordes Ab e Bb vem do campo harmônico de Cm, são os respectivos bVI7M (VI grau de Cm) e bVII7 (VII grau de Cm), conforme a tabela abaixo.
Obs: Você pode acrescentar as sétimas, depende do gosto de cada um.

Acompanhe a tabela dos acordes de empréstimo modal:

Afinação DADGAD


Apesar de alternativa, essa afinação tem se tornado muito popular nos últimos tempos, visto que a afinação padrão pode limitar a criação. No mundo oriental, tem se aproveitado muito esse tipo de afinação. O pioneiro no uso dessa afinação foi Davey Graham, violonista britânico de Folk, Jazz e Blues dos anos 1960.

Apesar do estilo de afinação ter sido usado por Paul Simon, Ritchie Blackmore e Jimmy Page, quem realmente difundiu e mostrou as possibilidades dessa afinação foi o americano Andy McKee.

Ela abre um mundo totalmente diferente para violonistas que não querem trabalhar somente com a afinação padrão (EADGBE, muito conhecida), oferecendo a possibilidade de criar combinações de acordes abertos fantásticos. A afinação acaba deixando o som das notas mais cheio e rico, experimente e seja feliz.

Para afinar é muito fácil, a partir do EADGBE, você vai mexer em apenas três cordas, assim:
6ª corda: Afine de E para D
2ª corda: Afine de B para A
1ª corda: Afine de E para D

Campo Harmônico de D na afinação DADGAD



Inversões de Acordes


A indicação de uma nota no baixo diferente da fundamental se dá por meio de uma barra invertida.
Ex: C7M/E - 1ª inversão do acorde de C7M (com a nota E no baixo).

Os acordes invertidos são os que aparecem com a terça, quinta ou a sétima no baixo.
Exemplo no acorde de C7M


Inversões dos acordes no braço do violão/guitarra

Os acordes aparem nas ordens "direta", (1-3-5-7), ou indireta, onde a disposição das notas pode variar. Ex: 1-7-3-5.




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Formação dos Acordes na Guitarra/Violão





Sete tipos básicos de acordes, estude separadamente cada um, a bolinha branca indica a fundamental do acorde.




5 Digitações do Arpejo Dominante


Começa de baixo para cima no desenho, a bolinha branca indica as tônicas

Digitações das Escalas Menores "Natural, Harmônica e Melódica"


As bolinhas brancas são as tônicas, logo a escala vai ter o nome da primeira nota.
Ex: se você começar com a nota "Dó", então a escala será de Dó menor, temos 5 opções de desenhos para cada escala.
Obs: a digitação começa de baixo para cima, a partir da primeira bolinha branca, pois essa mesma bolinha será a 1ª nota da escala, ou o 1º grau.






5 Digitações da Escala Maior


As bolinhas brancas são as tônicas, logo a escala vai ter o nome da primeira nota.
Ex: se você começar com a nota "Dó", então a escala será de Dó Maior, temos 5 opções de desenhos para cada escala.
Obs: a digitação começa de baixo para cima, a partir da primeira bolinha branca, pois essa mesma bolinha será a 1ª nota da escala, ou o 1º grau.